domingo, 18 de dezembro de 2011

VISITA AO FORTE PRINCIPE DA BEIRA - COSTA MARQUES – RO

Por volta da onze horas do dia 16/12, os alunos da Escola Dr. Dirceu de Almeida, embarcam juntamente com o diretor Ezio, a Coordenadora do Programa de Educação Integral Mais Educação, a Coord. Cristina, os Professores, Junior, Marinei, Vilma, Cida, a equipe da Rádio Verde Amazonia – Zé Giovani e Leo, Edvaldo e mais dois Motorista, rumo a cidade de Costa-Marques-RO, para uma visita ao Real Forte da Beira.
A empolgação era visível no rosto de cada aluno, para muitos era a primeira vez que saiam de Ariquemes.
Nossa primeira parada foi em Jarú, enquanto alguns passageiros usavam o banheiro, o seu Zé Giovani entra ao vivo na Rádio fazendo entrevistas com os alunos e demais passageiros, informando aos ouvintes sobre o projeto da escola e que durante a viagem a cada parada estaria entrando com flashes, trazendo informações aos pais.
E a viagem continua mais uma para pra banheiro em Ouro-Preto, neste momento os alunos Lucas e Francine entram ao vivo na radio e falam a seus familiares e ouvintes sobre a expectativa da visita ao forte. Para encurtar caminho, passamos pelas cidades de Teixerópolis, Urupá, Alvorada. Por volta das quinze horas estávamos em no Distrito de Terra Boa, em Alvorada mais uma parada, ali os alunos conheceram um pouco da história do local.
300 km percorridos. Estávamos em São Miguel do Guaporé, na casa dos pais do diretor, que nos ofereceu um delicioso lanche, e seguimos viagem.
Passamos então por Seringueiras, antigo Bom Princípio, neste momento pegamos um trecho de estrada sem asfalto que segue até São Francisco do Guaporé, faltavam ainda110 km. Uma breve parada, que se repete no distrito de São Domingos, reabastecemos o ônibus, R$ 2,55 o litro de óleo, e agora estava perto de Costa Marques, que logo avistamos uma cidade que havia mudado a cara com lustres imponentes e luxuosos que dava um ar de cidade organizada, agora era encontrar a escola que nos hospedaria tomar banho, jantar e dormir. Fomos recebidos pelo vigia seu Jorge, a quem agradecemos muito pela forma tão educada e prestativa com que nos recebeu.
Bem a ordem não foi bem essa quanto ao dormir, os alunos ainda estavam empolgadíssimos mesmo após 500 km de estrada, brincadeiras de viagem foram acontecendo, e limites foram sendo impostos, nos quartos, sob tutela dos coordenadores, a conversa seguiu até quatro da madruga, o cansaço bateu e o sono foi dominando o pessoal, seis da manha hora de levantar o dia prometia.
Hora do café, deparamos com o inesperado estávamos sozinho, na escola sem vigia nem merendeira, e sem acesso aos utensílios de cozinha da escola, fomos para o plano B, era pedir uns canecos emprestados aos vizinhos ao qual agradecemos, e fazer o cafezinho, às nove horas conhecemos o Rio Guaporé, embarcamos na jangada e fomos ao povoado de Buena Vista – Bolivia, hora da compras.
Retornamos a escola almoçamos, fizemos a limpeza geral da escola, alunos parabéns neste quesito deram um show. Guardar as bagagens e seguir para o Forte. Tarefa cumprida. Conhecemos o Forte e suas ruínas. Hora de dizer adeus e voltar, jantamos em São Miguel na casa do Seu Zé Lopes e Dona Luzia, pais do diretor.  Embarcamos sob forte chuva reduzimos a velocidade e chegamos a Ariquemes às seis horas deste domingo. Agradecemos a todos que contribuíram de forma direta ou indireta para realização deste evento.
A equipe da Rádio Verde Amazônia, fez toda a cobertura jornalística da viagem entramos várias vezes ao vivo, falando para os ouvintes sobre a viagem, também foi feito um vídeo que em breve será entregue aos alunos. Obrigado seu Zé Giovani pelo carinho e cuidado dispensado a nossa escola.

Um pouco da historia do Forte, Fonte: Wikipédia:

A soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um Forte, e isso é obra e serviço dos homens de El-Rei nosso senhor e, como tal, por mais duro, por mais difícil e por mais trabalhoso que isso dê, (...) é serviço de Portugal. E tem que se cumprir." (D. Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, Junho de 1776).
·         "O forte fica em 12o. 36' de Latitude e 21o. 26' 28" de Longitude W do Rio de Janeiro, e a ele voltaria, em 1778, o mesmo Capitão General [Pereira e Cáceres], em inspeção às obras em andamento e ao material de guerra ali chegado.
·         A cal empregada na construção fora enviada de Corumbá pela via fluvial do [rio] Jaurú e dali à do [rio] Guaporé; só em 1782 foram conduzidas pedras que deram para o fabrico de 2.000 alqueires [de cal]. As obras de cantaria eram executadas no [rio] Jaurú e o restante do material vinha do Pará, pelo rio Madeira, na época tão movimentado, a ponto de dar melhores resultados que as monções de povoados.
·         (...) A fundação do Forte do Príncipe da Beira [1776], com a de Viseu [1776], obrigaram os espanhóis à assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, cujo ajuste foi terminado em 1777, valendo aquele Capitão General [Pereira e Cáceres] a frase com que o pintaria o dirigente espanhol de Santa Cruz de la Sierra: 'O mais ambicioso dos Governadores portugueses'. (...)
·         O forte do Príncipe da Beira é abaluartado, [pelo] sistema Vauban, e construído sobre um quadrado, medindo cada face 118 metros e 50 centímetros e tendo em cada ângulo um baluarte de 59 metros sobre 48 na máxima altura.
·         Em cada baluarte há 14 canhoneiras, sendo três por flanco e quatro por face. As cortinas, que ligam os baluartes entre si, medem cada uma 92 metros e 40 centímetros , e as golas 22 metros. O fosso, de largura variável, entre um metro e 50 centímetros e três metros, atinge a de nove metros em frente ao baluarte da Conceição, tendo em todo o seu desenvolvimento dois metros de profundidade. O portão do forte fica no centro da cortina que se acha voltada para o Norte e dá acesso a um saguão, dividido em dois compartimentos; liga-o ao outro lado do fosso uma ponte de 31 metros de comprimento. Na praça principal da fortificação há duas ruas de casas, paralelas às cortinas e formando um conjunto de 12 edifícios, todos em ruínas. As muralhas do forte são de alvenaria de pedra, com revestimento de cantaria, e medem da esplanada ao fosso 8 metros e 22 centímetros. Na cortina, voltada para Oeste, há também um portão que dá saída para o rio. O forte se acha assentado numa colina, que dista 180 léguas aproximadamente da atual cidade de Mato Grosso e 14, em linha reta, da foz do [rio] Mamoré.
·         A Comissão de Limites de 1874 diz que, a sua posição astronômica é a de 12º 17' 19" de longitude W do meridiano do Rio de Janeiro. O principal técnico de que dispôs [o governador] Luiz de Albuquerque, no seu projeto de edificação do forte, foi o Ajudante de Infantaria Domingos Sambuceti, conquanto tenha sido ouvido a respeito Ricardo Franco [Serra]. O Diretor de Obras, porém, foi o Capitão José Pinheiro de Lacerda, que dispendeu na construção 480:000$000 soma essa, sem dúvida alguma, vultosa para aqueles tempos. As obras ficaram terminadas em 1783 e era o forte destinado a receber 56 canhões, segundo se infere do seu próprio traçado; mas só em 1830 ali aportava a primeira artilharia que lhe era destinada, constante de quatro bocas de fogo de calibre 24, enviadas do Pará desde 1825. Mais tarde ali foram ter mais 14 canhões de ferro, de calibre 12. Foi seu primeiro comandante o Capitão de Dragões [da Capitania de Mato Grosso] José de Melo Castro de Vilhena e Silva. Em 1864 ainda havia ali uma guarnição de 10 soldados, dos quais só três ficavam no forte, sendo os demais deslocados para Pedras e Itonamas, segundo o Coronel [Augusto] Fausto de Souza.
·         A 9 de junho de 1789 foi aquela fortificação visitada pelo naturalista Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira, vindo do Pará em missão régia de caráter científico. Em 1831, devido ao abandono em que se achava e o conseqüente relaxamento da disciplina, houve um levante da guarnição, concomitante com o de outras forças da Província. Cinco anos mais tarde [1836] para ali eram mandados os sentenciados cumprir penas, e dois anos mais tarde [1838] o Dr. Francisco Sabino da Rocha Vieira, chefe da Sabinada, haveria tido igual sorte, se potentados de Mato Grosso não lhe tivessem ostensivamente dado guarida, salvando-o certamente de perecer em região tão inóspita." (Memória sobre as fortificações em Mato Grosso. apud: GARRIDO, 1940:10-12)
Curiosidades
  • A cor avermelhada da fortificação deve-se ao emprego, na sua construção, de pedra de canga laterítica, abundante na região.
  • A pedra calcária, utilizada nos arremates por exemplo, foi transportada de Vila Maria e de Belém do Pará.
  • Embora a cifra de trabalhadores seja de duzentos homens, estima-se que pelo menos mil outros trabalhadores estiveram envolvidos na sua edificação, entre indígenas e escravos africanos.
  • Os recursos para a edificação vieram, em grande parte, das receitas geradas pela Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
  • Das inscrições nas paredes das antigas masmorras, podem-se inferir alguns detalhes da vida cotidiana na fortificação:
    • No dia 18 de setembro de 1852, pelas duas horas da tarde, a terra tremeu;
    • Alguns prisioneiros usavam grossa e comprida corrente ao pescoço;
    • Os presos eventualmente recebiam auxílio, na forma de esmolas, da população local.






























































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